Quero uma doula

Relatos de parto

Relato de Parto Domiciliar após 2 cesáreas - Gisele e Sophia

Por Gisele Leal


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Capítulo I: ?? Era a bolsa! Uma sensação de euforia tomou conta de mim. Ao mesmo tempo, um pouco decepcionada. Não queria novamente um trabalho de parto com bolsa rota. Mas enfim, assim como não escolhemos como vai começar um trabalho de parto, também não escolhemos como e onde ele termina...?

Capítulo II: ?...Quando foram embora e bateram a porta, senti a primeira contração realmente forte de trabalho de parto. A fase latente começava.?

Capítulo III: ??Ahhhh agora posso parir. Nem acredito que eles chegaram!??
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(Capitulo final)


Uma força incontrolável tomou conta do meu corpo. Uma vontade que eu não senti no primeiro parto. Ou pelo menos não lembro. Algo gutural, visceral.
Huuuuuuuuuuuuaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrr ? o primeiro puxo.
Gisele puxos
Kelly chegou.
?Não acredito que vc chegou. BB4 te esperou mesmo?, pensei.
Varios puxos, vários, não sei quantos. 5? 6? Talvez mais, talvez menos? Eu participava de tudo, mas não conseguia me ater a esses detalhes. Quem estava no quarto? As crianças estavam vendo? Eu não sei? Mudei de posição várias vezes, procurando uma que fosse mais confortável.
Estava em quatro apoios dentro da piscina quando senti algo já conhecido?
?uau?. circulo de fogo? Muito mais suave do que da outra vez?. uma ardidinha de leve?. vai nascer. Liga pra pediatra! Cadê a pediatra? Cadê as parteiras? Será que essa água tá fria? Tem que esquentar a água. Aiiiii vou sair da banheira. Não dá. Vai ser aqui mesmo.?, pensei tudo isso, talvez tenha verbalizado alguma coisa.
Eu me tocava. Tocava meu períneo, massageando. Não queria que lacerasse. A cabeça dela nas minhas mãos. Acariciei. Um ?dejavou? de quando fiz o mesmo gesto no parto da Catharina. O primeiro cafuné da Sophia.
- Amor põe a mão. Faz cafuné.
- Nossa!!! É cabeludinha!, disse o Cesar.
Chorei. Ri. A cabeça dela na minha mão. Cabeluda.
- Amor põe a mão embaixo da cabeça dela, só protege pra não bater no fundo da piscina.
- Amor, tem duas orelhas, e duas bochechas aqui, disse ele emocionado, rindo.
- Ahhhhh! Ela ta mexendo o braço dentro de mim!
Senti 3 mexidas vigorosas de braço. Sensação diferente, boa.
?Agora vai. Vai ser agora. Vamos lá. Preciso fazer você nascer filha. Vem filha, vem filhaaaaaaaaaaaaaaa.?
O ultimo puxo. Forte. Intenso. Senti o corpinho inteiro escorregando de dentro de mim?
Nasceu. Eu a peguei com a ajuda do Cesar e a trouxe pro meu peito.
Roxinha? Molinha?.
Comecei a estimulá-la, passando a mão nas costinhas dela. Já vi alguns bebês nascerem assim.
?Não tem problema?. ela está recebendo oxigênio ainda? Cadê o cordão? Deixa eu ver se está pulsando?. Cadê??
Passei a mão pelo corpinho e não encontrei o cordão.
- Lu, o cordão? Tá rompido??
- Tá sim Gi.
Sophia
?Fudeu. Fudeu. Já vi bebê molinho e roxo, mas com cordão pulsando. E agora??.
- Peguem o fio dental. Corre!!, gritei.
Amarrei o cordão dela como fio dental com a ajuda da Lu.
Olhei pra porta. As parteiras chegaram. ?O cordão rompeu?, eu disse.
A parteira a pegou, secou. Começou a reanimá-la.
- Calma, está tudo bem. Calma. Eu sei que está tudo bem. Filha, bem vinda. Pode acordar, está tudo bem. Já está tudo bem. Respira filha. Estou aqui com vc. ? Eu repetia pra ela.
A outra parteira ascultou: frequência cardíaca está subindo, está boa. Está mais que 100.
?Ufa. Mas ela ainda está roxinha. Deve estar com frio?.
- Magê pega o aquecedor. Põe em cima dela!, falei.
- Liga pro Samu, pediu a parteira.
Chegou a amiga pediatra. Auscultou.
- Vamos lá, frequência cardíaca está boa. Mantém a ventilação.
Eu só repetia no ouvido dela: ? Filha, bem vinda. Pode acordar, está tudo bem. Já está tudo bem. Respira filha. Estou aqui com vc. O perigo já passou filha. Está tudo bem!
Ela começa a corar.
Manchinhas rosas e roxas intercalam seu corpinho.
Eu continuo falando no seu ouvido ?Filha, bem vinda. Pode acordar, está tudo bem. Já está tudo bem. Respira filha. Mamãe está aqui com vc. O perigo já passou filha. Está tudo bem!?
Ela vira o rosto? abre o olho? me olha e ?suspira. Esse momento foi único. Único. Ela me olhou como quem diz: ?mãe to bem, to aqui. Só vou descansar um pouquinho , OK??
- Pronto, ela está respirando sozinha, sem ajuda disse a minha amiga pediatra.
- Gi, vem pro outro quarto sai da banheira pra eu ver essa placenta, diz a outra parteira.
- To bem, já vou. Deixa eu ficar mais um pouco com ela.
Saí da banheira, fui pro quarto. Senti litros de sangue esvaindo pelas minhas pernas. Placenta lá em cima, presa. Períneo íntegro. Uma boa notícia em meio a tanta tensão. Períneo íntegro!
Massagem, massagem, nada da placenta sair. Útero não contrai.
- Não traciona! O cordão é muito fino, vai arrebentar. Muito fino. Que cordão é esse? Como esse cordão conseguiu nutrir uma BB enorme dessas? Porque esse cordão rompeu? , perguntei, perguntei, perguntei.
Sangue, sangue, fraqueza, sangue.
- Gi, vc vai ter que ir pro hospital. Placenta ta muito presa e vc ta sangrando muito, disse a parteira.
- Me dá uma ocitocina IM? pedi à ela.
Alguém falou: o SAMU chegou!
Gritei: Não, não deixa subir!
- Já subiu. Estão aqui. Vocês precisam ir.
- Não quero ir. Não precisamos. Estamos bem. Se formos vão nos prender lá. Não quero.
- Gi, vc ta sangrando muito. Precisa ir.
A pediatra veio conversar comigo. ? Gi, ela está bem, mas é bom avaliar mais detalhadamente.
- Nãooooooooooo querooooooooo, por favor, não quero!
Samu chegou. As parteiras massageando meu útero pra ver se contraía. Com tudo que aconteceu, adrenalina foi às alturas e cadê a ocitocina pra esse útero contrair? Me trazem a Sophia. Linda, rosada, hígida!!!! A colocam em cima de mim. Ahhhhhhh como esperei por esse momento. Que cheiro bom!
- Bem vinda minha filha! Está tudo bem!!!!! Confia filha. Está tudo bem!
Mas ela geme ainda. É frio, tenho certeza. Vamos aquecê-la. Colocam aquele cobertor térmico sobre ela. Mas eu estou fria. Fria? sangue esvaindo.
?É vamos ter que ir mesmo pro hospital, penso. Entrego, aceito, confio, agradeço. Não foi esse meu mantra durante todo o trabalho de parto? Então eu vou. Confio.?
?Preciso expelir essa placenta sozinha, no caminho.?
As parteiras administraram a ocitocina intra-muscular pra ajudar o utero a contrair e diminuir o sangramento . Meu Deus?. que dor, que dooooooooor! Muita contração, parecia que tinha outro bebê dentro de mim.
- Kelly, vai comigo por favor?
Fomos. Samu, balança, balança, contração. Balança, balança, contração. Sophia no colo da médica. Porque não a colocam pele a pele comigo????. Quero falar, protestar, mas não consigo. Estou fraca. ?Chega logo. Pelo amor de Deus. Quero uma analgesia.?
Chegamos. A mulher do parto domiciliar. ?Ahhhhhh eu não queria estar aqui? não queria? ?
- Não traciona! O cordão é fino, vai romper, gritei com o médico entre uma contração violenta e outra.
O médico: ? OK. Calma, só vou examinar. É está mesmo presa. Vai precisar subir pro CO. Está muito presa. Não vai sair.
- Pode me dar uma analgesia, e esperar sair sozinha?, perguntei depois de outra contração.
O médico: ? Poderia se vc não estivesse sangrando. Você precisa de cuidados agora. Vamos subir.
- Gi, eu estou na recepção de RN hoje. Vou receber seu bebê e depois te dou notícias, disse a técnica de enfermagem e me beijou.
?Um rosto amigo. Não acredito. Um rosto amigo. Obrigada, gratidão universo. Um rosto amigo.?
Saímos da sala de pré-atendimento. Outro rosto amigo.
- Gisele, sou a enfermeira aqui da maternidade.
?Sim te conheço. Está de toquinha, de uniforme, mas te conheço. Eu sei quem é vc. Você é das nossas!?, pensei.
- Vou ficar com você o tempo todo tá?
?Gratidão universo. Obrigada meu Deus. Outro rosto amigo.?
Subimos. Centro cirúrgico. Frio na espinha. Medo. Até então não tinha sentido medo. ?O que vão fazer comigo??.
?Chega de contração. Chega! Dor, dor, dor. Não quero mais sentir dor. Cadê minha Sophia? Cadê??, pensava.
- Gisele, vou fazer uma anestesia geral, ok? Disse a anestesista de olhos azuis.
- Não pode! Bebi água na ambulância. Respondi.
- Vamos de raqui então.
O procedimento foi rápido. Ouvi muita ironia dos médicos. Eram quatro. Nem nas minhas cesáreas me senti tão violentada. Foi péssimo. Tive medo de perder meu útero. Tive medo de me fazerem uma episio. Tive medo. Mas não transpareci. Permaneci forte.
Três horas na sala de recuperação. Mães cesareadas com seus bebês, esperavam o efeito da anestesia passar. ?Cadê a minha Sophia?? Foram as 3 horas mais longas da minha vida?.
A técnica de enfermagem que recebeu a Sophia apareceu em algum momento pra me dar notícias da minha filha. Ela estava bem! ?Eu sabia!!?. Queria estar com ela.
Depois de várias horas, fui pro quarto. A melhor coisa foi ver o Cesar no corredor! Meu Deus, obrigada! Como eu precisava vê-lo! Ele estava lá. Calmo, inabalado. Uma fortaleza. Assim como eu precisava que ele estivesse.
- Amor, ela está ótima, já fui vê-la, está em observação. Está brava, não quer ficar lá. Ela é muito forte, muito grande! Destoa dos outros bebezinhos que estão lá!, disse ele.
Meu coração se tranqüilizou. Mas eu estava muito fraca? muito fraca. Fui para o quarto, pedi para tomar um banho e ir vê-la. Ninguém queria me deixar. Disse que iria a pé se não me trouxessem uma cadeira de rodas (eu mal conseguia respirar, quem diria ir a pé!). Quando viram que eu estava falando sério, me trouxeram a cadeira.
Só eu sei como meu coração estava a caminho daquela UTI. Se ela estava bem, porque estava lá? O Cesar sempre me lembrava:
- Porque ela nasceu em casa, lembra? Você disse que se vocês precisassem de uma transferência, teria todo um excesso por parte do hospital. É só isso. Se acalme!
Pensei muito, muito na Carina e no Gabriel. Chegamos. Sala 8. Não contive as lágrimas. Ela dentro de uma incubadora. Me deu uma tristeza? queria tê-la no meu colo. Sentir seu cheiro. Amamentá-la. E ela estava lá, presa. E eu ali, sozinha. Vazia. E agora? Quais seriam os malditos protocolos?
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Parto domiciliar é mais que apenas um parto. É o desejo do bebê no colo, sem intervenção. De vínculo, de aleitamento imediato. De olhinhos livre de conjuntivite química. Eu fui privada disso tudo. Sophia foi privada disso tudo. Mas eu entreguei. Aceitei. Confiei. Agradeci. Ela estava viva e bem. Eu fiz as melhores escolhas. Não sou eu quem diz isso. São as evidências científicas. Parto domiciliar assistido é seguro. Mas quem podia prever uma rotura de cordão tão precoce? Será que foi no canal de parto? Bem provável que sim. Fatalidade! Mas a equipe chegou no momento certo, e a Sophia recuperou-se maravilhosamente bem. Por isso é importante ter uma equipe.
Criticas? Sempre haverão. Mas só quem estava ali, naquele momento é que sabe o quanto a equipe foi importante. Não cabe a ninguém de fora julgar, criticar e rotular. É muito fácil fazer isso quando tudo já passou. Na hora, toda ação tem que ser rápida e certeira. Minha Sophia está ótima! Então a equipe foi certeira. Rápida. Sou eternamente grata à equipe que eu escolhi.
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Foram 3 dias em observação na UTI. No 2º dia ela saiu da incubadora. Pude pega-la e a partir daí todo momento que estava com ela estava no pele a pele. Tirava a roupinha dela e eu ficava quase pelada dentro da UTI e ninguém, ninguém tinha coragem de me reprimir! Que felicidade! As lágrimas rolavam de alegria. Como não dão banho na UTI, ela ainda cheirava vernix. No 3º dia, ela saiu do jejum e comecei a amamentá-la exclusivamente no peito. Passei a morar dentro da UTI. Dia, noite e madrugada. No 4º dia saiu da UTI e foi pra unidade de cuidados intermediários. No 5º dia tivemos alta. Foi quando demos o primeiro banho na Sophia.
Ela é perfeita, saudável, forte e muito, muito boazinha. Eu estou me recuperando da anemia, e estou muito feliz de estarmos em casa e bem. Aceito toda a história. E agradeço ao Universo e a Deus por tudo.
Eu e Sophis 4
Internei pelo SUS e fui muito bem tratada pela equipe de enfermagem do hospital. Os médicos da Neo foram maravilhosos, atenciosos embora tenha rolado um terrorismo no primeiro e segundo dia. Apenas o obstetra que fez minha curetagem foi um grosso. Um babaca. Deve envergonhar seus colegas. Mas isto é assunto para um post sobre violência obstétrica.
Enquanto estive no hospital, recebi telefonema, visita e apoio de várias médicas, enfermeiras, doulas e profissionais do movimento. Recebi visita das minhas doulas e minhas parteiras, minhas amigas pediatra e fotógrafa ligavam várias vezes ao dia. Foram vocês que me deram colo e força. Obrigada a cada uma. Não vou nomear ninguém aqui pra não comprometê-las junto à instituição, mas vocês sabem o quão incrível vocês foram em todos os momentos que mais precisei. Gratidão eterna a cada uma de vocês.
Um obrigada é pouco à equipe que me assistiu. Sem vocês eu não teria a Sophia nos meus braços agora. Vocês chegaram na hora certa.
Às minhas Doulas Magê e Lu: vocês foram mais do que Doulas. Vocês foram minhas amigas, parceiras, confidentes. Eu não teria conseguido sem vocês. Nossa amizade é eterna. Tenho certeza que vocês serão as melhores parteiras do mundo!
À minha amiga, parceira, cúmplice, doulógrafa (hehehe eu que batizei assim, pq a mulher não se contenta em tirar foto, tem que fazer uma massagenzinha!!), marida: como te agradecer? Pelas fotos lindas, por tirar as crianças de cena no momento certo, por ir comigo dar um rolê de ambulância até o hospital e ser sabatinada por todos aqueles médicos? Como????? Sou eternamente grata a você, ao dia que nos conhecemos, a tudo que veio depois! Você não é só a melhor fotógrafa de partos, você é uma grande melhor amiga! I love you <3
Meu eterno amor e gratidão ao meu marido, Cesar, que esteve o tempo todo ao meu lado. E incondicionalmente me transmitiu toda sua calma, tranqüilidade e confiança em todos os momentos. Amo você ainda mais, cada dia mais, pra sempre.
À Beatriz, Arthur e Catharina: Vocês são parte de mim e de toda história. Amo vocês demais. Tudo que faço, sonho, idealizo é sempre pra vocês e/ou por vocês seja hoje ou amanhã.
À Sophia. Que veio para me ensinar o quanto não temos controle sobre nada. O quanto precisamos confiar e precisamos que confiem em nós. O quanto podemos ser fortes quando temos a confiança de quem, para nós, é importante.
A tod@s que contribuíram com a Vakinha, compraram rifas, bolão para que eu pudesse contatar uma equipe e às amigas ativistas que enviaram roupinhas, fraldas, mantas: desejo que recebam em dobro tudo o que doaram! Obrigada é pouco à vocês!
E, principalmente, às mulheres que querem um parto domiciliar como eu quis:
Um parto domiciliar tem que ser uma escolha por ideal, por não se ver parindo em outro lugar. Assim como preconiza a Organização Mundial da Saúde, uma mulher tem que ter o direito de parir onde se sente mais segura. PORÉM um parto domiciliar não pode ser uma escolha por falta de opção de uma assistência obstétrica hospitalar decente. Se você se sente mais segura em um hospital ou numa casa de parto, então lute pra ter uma assistência decente na instituição que você escolher. Estudos comprovam que um parto domiciliar é seguro, porém intercorrências acontecem, seja em casa, seja no hospital. Ter um plano B e uma equipe pronta para auxiliar numa intercorrência é fundamental para que o resultado final seja o melhor possível. Ainda sim, é preciso estar preparada emocionalmente para qualquer resultado. Empoderar-se não somente para enfrentar o sistema e parir. Empoderar-se não somente para enfrentar as dores da alma e do corpo. Mas Empoderar-se para entregar, aceitar, confiar e agradecer qualquer resultado. Eu tinha essa consciência, e isso foi fundamental para manter a calma, confiança e o equilíbrio nos momentos difíceis.
Não foi o parto e nascimento que eu idealizei. Romântico, calmo, tranqüilo como o dos vídeos lindos que vemos todos os dias na net. Foi um parto heavy metal, hard core. Mas cada pessoa tem uma história pra contar. E essa é a minha história e de Sophia. E de Cesar, de Beatriz, Arthur e Catharina. E de cada pessoa que esteve em nossa casa, de cada pessoa que esteve comigo no hospital. É a nossa história. E é linda do jeito que é. Diferente da história de superação do parto da Catharina, essa é uma história de confiança, fé, entrega e aceitação.
E, aos que não me conhecem o suficiente e podem estar se perguntando se depois de tudo eu ainda faria as mesmas escolhas: SIM! Eu faria tudo de novo.