Quero uma doula

Relatos de parto

Meu Relato do Parto Espiritual - por Rafaela Giacomeli, doulada por Raquel do Prado

Quando engravidei fui buscar as opções de parto natural na cidade, e encontrei a Raquel Prado doula, que por uma coincidência divina já havia conhecido na infância, ali começava o caminho espiritual que eu precisaria percorrer até a chegada do meu bebê.
Eu e meu marido optamos pelo parto domiciliar, e com ele ainda optamos em não saber o sexo do bebê.
A gestação correu tudo bem, e ao chegar nas 40 semanas, a Raquel indicou ir fazer uma consulta com a Dra Gabi. A Dra Gabriela Kocian faz acupuntura e me apresentou a radiestesia genética.
Quando passei com ela, vi que para meu parto acontecer eu precisaria parir antes alguns sentimentos, me desfazer de inseguranças e de alguns traumas "esquecidos" na infância. Começava ali o meu desprendimento emocional, um choro incontrolável seguido de um alívio, e mais lembranças apareciam e mais choro e mais alívio, cada vez mais eu percebia ali que estava parindo emoções e finalmente perdoando, e parando ali de me culpar. A minha criança interior finalmente estava livre e leve, pronta para deixar com que a meu parto acontecesse sem me machucar. Após foram necessárias 2 consultas e muito choro no chuveiro para me livrar de alguns sentimentos.

Passei em uma consulta com o Dr Ginecologista, que conseguiu abalar a minha confiança, e fui ao chão sem eu mesma perceber, percebo que sem o apoio teria desistido quando cheguei em 41 semanas e ouvi, "Estou de plantão do Haoc na segunda feira, eu não esperaria mais, daqui em diante é por SUA CONTA EM RISCO" que ser humano fala uma coisa dessa pra uma gestante saudável??? Qual o problema de esperar a hora do meu bebê nascer... Saí de lá indignada.. E fui perdendo a confiança minuto a minuto... na última consulta com as parteiras Camila e Adriana da Arte de Nascer, demonstrei toda a minha insegurança adquirida após o ocorrido no GO... Chorei de novo, e fomos para casa. Fiz uma carta onde escrevi e assumi todos meus medos, queimei a carta e perdi perdão chorando no chuveiro sentada na bola de pilates... Tomei uma homeopatia, que serviu pra distrair a cabeça de hora em hora, e finalizei com um shot... Até que as primeiras contrações puderam lindamente dar o ar da graça, e deram mesmo, e foram ficando cada vez mais intensas as contrações, não lembro de muita coisa do físico, vejo as fotos e sei que eu não estava lá e eu não sofri, eu só conseguia pensar, "uma contração a menos, a cada uma que passa meu bebê está mais próximo" queria lembrar de alguns mantras que aprendi com a Raquel, mas só conseguia ver portas abrindo, janelas abrindo e Luz entrando por ela, uma hora perguntei, "Meu Deus o que eu faço agora" e o silêncio absoluto foi a minha resposta, não havia nada a fazer, só esperar, esperar o tempo que fosse necessário para que a Lis pudesse aparecer, isso mesmo a Lis, quando saiu só a cabeça eu já a acariciava chamando pelo nome, Lis, minha Lis, já estávamos tão conectadas nessa hora que eu já sabia quem vc era mesmo sem saber fisicamente...

Hoje tenho certeza que todas as sensações do meu trabalho de parto espiritual, só puderam ser desta forma, pois eu estava me sentindo segura, em casa e rodeada de pessoas em que eu confiava 100%, além de mim e da Lis estavam lá, meu marido, as parteiras Ca, Dri e Nelly, a Gabi (em vibrações positivas), a Raquel e Deus. Claro que eu esqueci da Carol Viegas, pois naquele dia, por mais que somos conectadas e amigas, como fotógrafa ela estava invisível <3